terça-feira, 19 de outubro de 2010

Adoravéis velib's

Andar por Paris é algo muito agradável, não importa qual veículo você utilizará - ônibus, carro ou até mesmo a pé sempre haverá algo novo e surpreendente que fará você lembrar porque a cidade é tão adorada.

Mas, esse post tem a finalidade de falar de um veículo específico e que é bastante usado na cidade luz. É um pouco pesado e as primeiras voltas assustam um pouco, mas logo se acostuma e é só curtição. Estou falando das Velib's. Transporte barato e saudável que permite você rodar praticamente a cidade inteira.

As bicicletas estão disponíveis em vários pontos da cidade e funciona da seguinte maneira: pega numa estação e devolve em outra. Os 30 primeiros minutos são de graça. Não importa onde pegou e deixou a Velib. Após esse período é cobrada uma pequena taxa, que será descontada na sua conta corrente ou no seu cartão de transporte.

Sim, infelizmente só podem pegar as velibs quem possuem conta corrente ou o cartão de transporte com débito em conta. Caso tenha um amigo francês ou que possua conta, peça a ele para pegar uma para você.

Uma colega fez isso para mim. Aliás, ela pegou cinco velibs. Ao final do passeio paguei a ela o que seria debitado na conta. Apenas 1 euro e cinquenta centavos. Não fizemos um passeio muito longo, como os franceses estão acostumados. Saímos de Place d'Ialie e seguimos para o Rio Sena. Num trajeto de carro acho que não demoraria uns 10 - 15 minutos. Mas como era a primeira vez que andávamos na bicicleta, demoramos um tempo para nos acostumar com o peso e com o trajeto. Afinal, no Brasil não há muito respeito entre ciclistas e motoristas. Na França isso é diferente. Há uma convivência pacífica, para falar a verdade, acho até que os ciclistas são os dominantes no trânsito, de tanto que são ousados e confiantes. O pedestre deve ter mais atenção com o ciclista que com os motoristas.

É importante dizer que Paris se preparou para inserir os ciclistas no trânsito. Eles seguem as mesmas regras aplicadas aos motoristas. Também há ciclovias e nos locais onde não há, existe uma faixa (geralmente a mesma de ônibus) na qual os ciclistas devem trafegar.

Enfim, quando se perde o medo de cair e de andar no meio do trânsito, o passeio flui tranquilamente e é bastante prazeroso. Você consegue ver lugares escondidos, parques belíssimos e uma paisagem exuberante.

Terminamos nosso passeio no Rio Sena e seguimos a pé. Confesso que senti algumas dores no outro dia, mas não é nada muito incômodo - mais pelo meu sedentarismo que por outra coisa.

É um passeio que pretendo fazer novamente. Quem não conseguir pegar uma velib pode alugar bicicletas comuns. Informe-se nos Centros de Informação ao Turistas. Eles inclusive fornecem mapas que ajudam a se localizar e montar o melhor percurso.

Para quem quiser mais informações sobre as velibs, acesse: http://www.velib.paris.fr/

Foto: www.nataliaallen.wordpress.com

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Aprendendo a ler o mapa

Paris é um caracol e está dividida em 20 arrondissements (traduzindo: regiões ou bairros). É fácil de andar, tem várias estações de metrô e opções de ônibus. Há também as charmosas velibs.... Tudo isso facilita a vida dos parisienses e turistas em geral. Mas não há um pariense ou turista que dispense um bom e velho mapa. Ok, GPS também vale, mas para andar a pé o que está sempre a mãos mesmo é o mapa!

Os mapas ajudam a se localizar e também a encontrar as estações mais próximas e a escolher as diversas opções de rota disponíveis. No início, é meio complicado entender as diversas ruelas e vias que cortam a cidade ou então a quantidade de linhas do metrô. Um pouco de paciência e tudo fica resolvido.

Você pode encontrar os mapas no metrô, em lojas, pequenas vendas, hotéis, bancas ou nos vários pontos de apoio ao turísta.

É comum os anúncios trazerem a informação de qual linha de ônibus ou metrô pode ser usada para chegar ao estabelecimento. Às vezes são fornecidas mais de uma opção.


segunda-feira, 14 de junho de 2010

1º dia em Paris

Saldo do 1º dia em Paris: bom e cansativo. Saímos para procurar um McDonalds e encontramos a Torre Eiffel. Poderemos ir a pé, sem qualquer problema e a qualquer hora.

Aliás, Paris parece ser uma cidade muito fácil de se andar. Do hotel até a Torre Eiffel são 5 minutos. Pelo mapinha (coisa muito útil e disponível em praticamente toda estação de metrô - aqui métro) subindo um pouco mais em direção à Torre, chegamos ao Trocadero... descendo, chegamos a região onde fica a École Militare, local onde há vários pontos turísticos como a Igreja Dome e o Museu de Armas. A região toda é muito bonita e merece uma boa caminhada.
Paris! Ah, Paris... o que era sonho agora é realidade. Estou em Paris há pouco mais de 30 minutos. Estou dentro do ônibus indo em direção ao Arco do Triunfo. Segundo o motorista, o trajeto aeroporto Charle de Gaulle - Arco do Triunfo leva em torno de 2h, devido ao engarrafamento. Sim! existe engarrafamento em Paris. Tudo bem, não estou com pressa.

No caminho vejo mais uma cidade industrial, prédios enormes e comuns a qualquer cidade urbana. Não há nada muito interessante. É uma Paris pouco conhecida, mas que mostra que a bela capital francesa é um local como outro qualquer, que tem sua rotina e características de metropóles.

Passado um estádio de futebol, nada mais de interessante na paisagem.

P.s: os textos foram escritos há um ano, durante a viagem a Paris. Infelizmente só pude postá-los agora. Pretendo fazer isso com todos que escrevi no meu caderninho.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Medo x Alegria


1º de julho de 2009

O relógio marca 18h - hora local de origem, mas são 23h - hora local de destino. O segundo dia do mês já está se preparando para entrar. Mas como? Eu ainda nem registrei o dia 1º. A últimas horas foram tão intensas que ainda sinto o calor do trânsito congestionado, a espera na fila, milhares de vozes falando ao mesmo tempo, o peso da minha bolsa que agora repousa suavemente no meu colo.

Lá fora está escuro. Há algumas nuvens. O voo transcorre tranquilo e todos estão calmos. A aeromoça passa servindo o jantar: peito de frango grelhado, arroz, purê de milho e salada. Há pão, manteiga, biscoitos e um doce.

Volto meu pensamento para as primeiras horas do dia. Tudo ainda estava tão longe e era apenas um sonho. O dia claro, com leve brisa, nem parecia a tormenta que tomava conta da minha mente. O medo do desconhecido, do outro, do país estranho.

Mas tudo está calmo agora. A poucas horas de Lisboa.

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4h45 - Começa a clarear. O céu está lindo. Há um azul escuro, mas não tão escuro que não permita alguns raios de sol atravessar as poucas nuvens e pintar o horizonte de laranja.

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5h50- Lisboa já aparece na janelinha. Bom-dia Portugal! Daqui de cima a "terrinha" é bem bonita. Há casinhas antigas, a maioria branca e todas muito semelhante. Apesar do atraso no aeroporto de Brasília, chegamos em Lisboa na hora marcada. 6h! Começamos bem o dia.

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8h23 - Depois de uma longa fila e um tour pelo aeroporto de Lisboa (incluindo uma passagem pelo setor de imigração - PASSAPORTE CARIMBADO - UHUUUU!), estamos de volta ao avião. É menor que anterior, mais apertado, não tem tv :(, mas... bem vazio. Há umas 10 pessoas. No café da manhã há pão com uma folhinha dentro, que não sei o que é, iogurte de morango, chá (horrível), café (pior), suco de laranja e umas barrinhas. Bom, acho que dar para aguentar até chegar em Paris.

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10h10 - A viagem entre Lisboa e Paris foi calma. O céu estava nublado, mas não tivemos problemas com turbulência. A avião começa a pousar. Diferentemente do primeiro, o pouso em Paris não foi tão suave. Enfim chegamos! Hora de colocar o pezinho (que nessa hora, após 11horas de voo, já começa a reclamar) na cidade luz!.

Depois de 11 horas de voo, o medo começa a tomar conta. E se o cara da imigração não for com a minha cara? Não sei falar frances, falo muito mal o inglês. Para onde estou indo??? Perdida em meus pensamentos que envolviam uma deportação com presença da Polícia Federal e tudo, mal percebo o caminho que estou fazendo. Passei por um corredor, uma porta, outra porta, virei a esquerda... ou será que foi direita?? Sei lá... Não percebi aonde estava indo, apenas fui seguindo o fluxo. De repente estava no setor de bagagens.... Cadê minha mala?? Malaaaaaa?? Demora, mais uma vez os pensamentos atormentados invadem a minha mente. "Minha mala sumiu! E agora??". Quando já sentia o medo tomar conta de mim... lá que vem minha malinha: toda sujinha.... Eca!! Onde foi que colocaram a minha mala??? A bagagem estava toda suja, parecendo que foi arrastada em meio a graxa e fuligem... Ok, Ok... o importante é ter a mala.

Novamente sigo o fluxo de pessoas e assim vou saindo do aeroporto Charles de Gaulle. Mas.... Peraí... Eu não tinha que passar pelo setor de imigração??

Pois é, não passei pelo setor de imigração. Depois me informaram que não era preciso, pois minha entrada na comunidade europeia foi por Portugal. Assim, já estava liberada para circular no velho continente, bastando para isso apenas apresentar o passaporte.

Bom, né! Agora sim começam as minhas férias na cidade luz!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Devaneios

A pouco mais de um mês para viajar, vivo momentos intensos de ansiedade. Paris está tão próxima e ao mesmo tempo tão longe. O que foi sonho compartilhado entre amigos está se tornando realidade e isso me assusta. Tento aprender o máximo que posso sobre a cidade: os principais pontos turísticos, os lugares escondidos, as lojas, a história, as personalidades. Comprei guia, vasculhei a internet, consultei amigos, tudo o que estava ao meu alcance para poder chegar e sentir a cidade por inteiro. O tempo é curto, a grana pouca, mas a vontade de viver uma experiência nova é enorme e mal cabe no peito.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Santa Internet



Se quer sabe algo em Paris, acesse um computador com internet e pronto! Há muita informação na grande rede sobre a cidade. Recentemente analisei o percurso que deveria fazer entre o aeroporto Charles de Gaulle e um determinado cartier. Acessei a página do metrô, do ônibus e pasmem: do táxi!! Não sei se isso existe em alguma cidade do Brasil, pelo menos que eu saiba, em Brasília não há. Enfim, em todos os sites estavam disponíveis informações sobre como funciona, onde tem, quais os itinerários, preço, horário de funcionamento, e, no táxi, até um sistema de reserva. Em alguns é possível traduzir a página para o inglês, espanhol, alemão, português e italiano. Seguindo a orientação de um colega que lá esta, a melhor opção para mim parece ser o ônibus. Para quem gosta de ter todos os detalhes, eu aconselho aprender a ler o mapa. Assim, é possível ter uma informação mais completa e mais próxima daquilo que encontrará no local.


Acesse:
Transporte: http://www.ratp.info/